Quais estratégias foram adotadas por famílias para encontrar idosos nos feriados da Páscoa?

A pandemia pela Covid-19 transformou completamente o modo como as famílias brasileiras se socializam, desde março de 2020. Os feriados de Páscoa do ano passado já foram vividos com a angústia da dúvida sobre a gravidade do que estava por vir, em meio à negação de muitos que julgavam ser menos grave do que as notícias anunciavam. Foi preciso entender que lavar as mãos era uma forma de diminuir o risco, especialmente porque a transmissão mais frequente é aérea e a infecção a partir das superfícies se dá por gotículas de saliva de pessoas com a doença. Certos fatos, muitos deles baseados em informações falsas, contribuíram para aumentar ainda mais a incerteza sobre o que estava acontecendo e de como se proteger.

A Páscoa deste ano de 2021 já foi vivida, pelo menos por parte das pessoas responsáveis, com outras estratégias, a começar por disseminar entre as crianças o que realmente significa esta data. Descrever os princípios cristãos de que o amor salva pela lição sobre a morte e a ressurreição de Cristo passou a ser o foco principal, deixando em segundo plano coelhos e ovos de chocolate. O principal motivo de reunir famílias em almoço de domingo de Páscoa geralmente envolvia brincadeiras com os pequenos e muitas gostosuras, em detrimento de informar sobre seu significado, o que já foi alterado neste ano. 

Ficou muito evidente que lições foram aprendidas, especialmente considerando que pessoas vulneráveis por doenças crônicas e outras comorbidades foram as mais afetadas pelo contágio nos primeiros tempos da pandemia. Porém, embora ainda haja poucas certezas sobre o mecanismo da Covid-19, já está comprovado que jovens também podem sofrer com a doença e, no mínimo, serem canais de infecção, mesmo sem sintomas. Foi a grande dúvida que sempre permeou as discussões sobre liberar ou não aulas presenciais às crianças, pois há os professores, os itinerários de deslocamento e o risco de estarem infectados sem saber e provocarem o acometimento pela doença aos familiares. 

Sabe-se o quanto é importante manter vivos os encontros familiares com os idosos, sendo que datas como a Páscoa sempre foram oportunidades para as interações de pessoas de diversas idades, mesmo com o foco nas brincadeiras de crianças e na fantasia de imaginar que houve a visita do “coelhinho da Páscoa”. Com o distanciamento social, a mensagem verdadeira foi mais disseminada, assim como muitos ovos de chocolate chegaram por transportadoras a partir de compras on-line, perdendo parte do encanto de imaginar que exista algum ser que substitua os pais e os avós neste dia. 

Sem poder promover festas ou viajar em família, as estratégias que foram adotadas para encontrar idosos nos feriados deste ano foram as reuniões virtuais ou respeitando os protocolos desta nova etiqueta social, sem muitos abraços, evitando a proximidade ao conversar e sem compartilhar copos e talheres na refeição. Felizmente, há muitos meios de manter familiares mais velhos em contato com filhos e netos, usufruindo dos benefícios da intergeracionalidade.

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