Em que medida o senso de comunidade potencializou a solidariedade entre vizinhos na pandemia?

Quando ficou evidente a disseminação do coronavírus pelo mundo, as notícias sobre as medidas de contenção incluíam principalmente o distanciamento social. As primeiras impressões era de que nem ao menos as interações com os vizinhos seriam recomendáveis, porque cada pessoa “estranha” poderia ser um contaminador em potencial. Para muitas pessoas, essa impressão de perigo iminente desenvolveu comportamentos de medo permanente, mas mesmo assim algumas situações geraram resultados surpreendentes.

No filme Mais que Amigos: Vizinhos (França, 2021), tradução livre que não reflete o verdadeiro conteúdo da história, um condomínio com pessoas de diferentes gerações é transformado pela solidariedade(https://www.netflix.com/br/title/81294142).

Quando Paris entra em lockdown durante a pandemia, os excêntricos moradores de um prédio precisam se adaptar a uma nova vida — e uns aos outros!

Outra crítica aponta que as muitas emoções envolvidas nesse período alternam momentos de carinho com outros de intolerância, enfatizando que no final acontece a reconciliação (https://www.adorocinema.com/filmes/filme-283590/).

Em Stuck Together, acompanhamos a vida dos moradores dentro de um prédio, confinados por conta da pandemia do coronavírus. Uma dona de café reutiliza seu álcool de pera para se desinfetar, um técnico esportivo que da aula pelo Zoom engorda a cada semana, sua mulher que está grávida de 7 meses e tem pavor de ir ao hospital, um pai que gostaria de ter a inteligência de seu filho de 8 anos e muitas outras histórias. 

Na França, assim como em outros países, muitas pessoas abriam suas janelas para aplaudir os profissionais da saúde que, corajosamente, enfrentavam a linha de frente sobrecarregada dos hospitais para controlar a grande demanda por leitos que se estabeleceu com urgência e sem tempo para melhor preparação. No Brasil muitas foram as notícias de solidariedade nos condomínios, organizações sociais e até de novos grupos, formados especialmente para oferecer ajuda aos que perderam empregos ou os provedores que sucumbiram aos primeiros tempos quando tudo era novo e desconhecido. A experiência demonstrou que era urgente que houvesse cuidado com si mesmo e com o outro, especialmente aqueles considerados grupos de risco, onde se encontravam os idosos. 

O senso de comunidade potencializou a solidariedade entre vizinhos na pandemia, chegando a casos de apresentações musicais em sacadas para diminuir a tensão causada pelo medo de perder parentes ou a própria vida. Idosos foram estimulados a permanecerem em segurança, assim como o tempo com as soluções em home office permitiu mais atenção e contatos mais frequentes, com maior atenção. Tudo isso pode ser considerado um lado positivo apesar de todas as perdas desse período tão difícil, e se espera que continue, como uma lição aprendida nestes tempos difíceis.

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