Quais os impactos de reformar um imóvel para torna-lo mais adequado para moradia de idosos?

Tem sido recorrente a indicação de tornar a moradia mais adequada para diminuir o risco de quedas de pessoas idosas, de modo a manterem a autonomia. As recomendações geralmente indicam a retirada de tapetes e a instalação de barras de apoio, mas outros elementos são importantes e fáceis de resolver, tais como providenciar iluminação eficiente e evitar fios atravessados. Como já citado em publicações anteriores, os tapetes não podem escorregar e nem enrolar, podendo ser mantidos se forem firmes e presos sob móveis ou com forros emborrachados. As barras de apoio são confortáveis para quaisquer idades, pois a água com sabão torna o piso escorregadio e esse é o principal fator de acidentes no banho. 

Além da altura de bancadas e assentos, que podem ser corrigidos com pequenos investimentos, a escolha do material de revestimento do piso deve oferecer condição antiderrapante e o assentamento sem falhas ou ressaltos, facilitando a manutenção e evitando tropeços. Também as cores das superfícies devem favorecer a projeção de luz, tornando os ambientes claros para identificação de possíveis obstáculos. Tanto no banheiro como na cozinha, o cuidado com o funcionamento de móveis deve ser observado, evitando posturas forçadas e permitindo acesso facilitado aos itens guardados. Desse modo, os ambientes trazem impactos positivos, por oferecerem mais segurança no exercício da autonomia.

Se houver necessidade de intervenções mais drásticas, tais como ampliar ou criar um banheiro, em especial quando é preciso um dormitório mais acessível, a obra de reforma deve ser planejada em um período favorável para atender todos os requisitos no menor tempo possível, sem perder a qualidade. Preferencialmente, o morador idoso deve estar prevenido para a poeira gerada ou permanecer fora do imóvel, especialmente à noite. Por mais que haja cuidado, é impossível evitar a movimentação de partículas, além da interdição de parte da moradia, o que provoca uma mudança temporária de rotina. Outro aspecto que pode trazer incômodo é a movimentação de pessoas estranhas no período da obra, considerando as diferentes etapas e profissionais envolvidos, provocando uma invasão de privacidade necessária para que o projeto seja realizado. Esses podem ser impactos negativos, mas que compensam depois, quando o resultado demonstrar que o esforço valeu a pena.

Ainda é preciso observar degraus, mesmo os pequenos, que podem ser ajustados com chanfros ou melhor destacados com marcações harmonizadas com o restante da composição. Também verificar a estabilidade dos móveis, para que não balancem e causem desequilíbrios. Enfim, ser modular e adequar os espaços de vida de acordo com as necessidades, pode garantir que, mesmo para idosos mais longevos, a independência se mantenha por mais tempo possível. O arquiteto que trabalha com o gerontólogo pode alcançar resultados mais potentes e transformadores, possibilitando a permanência na própria casa, que passa a oferecer melhores condições de bem-estar.

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