Quais são as características que impactam no envelhecimento e definem a idade mínima de um indivíduo idoso?

A legislação brasileira define que idoso é o indivíduo com 60 anos ou mais, sendo que países que apresentam longevidade há mais tempo consideram 65 anos. Porém, as iniciativas de reformar sistemas previdenciários têm mudado esses parâmetros, visto o aumento significativo de centenários e, portanto, a dificuldade de suportar o pagamento de aposentadorias nesta perspectiva. De acordo com notícia divulgada pelo portal de notícias G1 (https://g1.globo.com/jornal-nacional/noticia/2018/12/04/italia-muda-conceito-de-idoso-para-75-anos.ghtml), na Itália, uma das nações mais longevas do mundo, um indivíduo agora só é oficialmente idoso depois dos 75 anos de idade.

O estudo intitulado “Medir o envelhecimento da população: uma análise do Estudo Global da Carga de Doenças 2017”, publicado na revista científica The Lancet Public Health (https://epoca.globo.com/a-idade-em-que-voce-comeca-sentir-os-sinais-da-velhice-pode-depender-de-onde-voce-vive-23530050), mostrou que as idades em que as pessoas sofrem os impactos de doenças e do envelhecimento diferem muito de um país para outro. A partir de dados como a expectativa de vida média de cada país e a forma como as pessoas envelhecem pelo mundo, chegaram a conclusões bem interessantes para essa reflexão.

O estudo de pesquisadores da Universidade de Washington aponta que há uma lacuna de 30 anos entre os países com as maiores e menores idades em que as pessoas experimentam os problemas de saúde de alguém de 65. Pesquisadores descobriram que pessoas de 76 anos de idade no Japão e 46 em Papua-Nova Guiné têm o mesmo nível de problemas comparados a uma pessoa de idade “média” de 65 (baseada em uma média global do estudo). 

De acordo com a Sociedade Italiana de Gerontologia e Geriatria, que aumentou em 10 anos o conceito de velhice, defini-la em 65 anos está definitivamente ultrapassado, já que hoje uma pessoa nessa idade possui as condições físicas e cognitivas de uma de 40 ou 45, 30 anos atrás. Já os pesquisadores americanos destacam que o impacto das doenças e incapacidades estão associados à existência de muitos determinantes sociais, acarretando as grandes variações no padrão de envelhecimento entre os países. Concluem:

… chamando a atenção para o fato de que os dados apresentados trazem questões importantes para o desenvolvimento e a adaptação de políticas públicas a partir do perfil de cada país, a fim de se garantir uma vida longa e saudável para todos os indivíduos.

É perceptível no Brasil a presença crescente de idosos ativos e em busca de oportunidades para empreender, especialmente considerando as experiências de vida que definem habilidades e competências importantes. A possibilidade de usufruir do tempo livre em casa justifica ainda mais que as reflexões sobre a moradia não devem tardar, pois morar com conforto e segurança, individual ou coletivamente, é um dos fatores que impactam em melhor qualidade de vida.

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