Por que é tão importante que a curiosidade se mantenha para sermos modulares ao longo da vida?

É evidente que crianças são criativas, resultado da curiosidade sobre tudo que se apresenta como novo. A capacidade de observação é um motor para as brincadeiras, dando asas à imaginação ao criar cenários para histórias intensas e divertidas. À medida que crescem, os condicionantes sociais, necessários para a convivência e o respeito ao outro, vão limitando essa liberdade de expressão e, por consequência, a criatividade.

No site Pensar Contemporâneo, uma reflexão desafiadora afirma que “a velhice começa quando perdemos a nossa curiosidade“, palavras do escritor português José Saramago (https://www.pensarcontemporaneo.com/a-velhice-comeca-quando-perdemos-nossa-curiosidade/). É como se a essência da criança acabasse e fosse proibido ousar na busca de novas possibilidades.

Em outras palavras, ligamos o conceito de juventude à vitalidade e o desejo de desfrutar o mundo sem limites, enquanto a ideia de velhice está ligada à empatia pela vida e à perda de apetite que nos leva a querer descobrir algo mais sobre o nosso entorno.

As oportunidades para aprender estão presentes a todo o momento, basta ter olhos e ouvidos para perceber. Manter objetivos e, mais ainda, buscar novos conhecimentos depende da curiosidade, mas também do interesse em crescer. Como na conhecida afirmação atribuída a Sócrates “quanto mais aprendo, mais sei que nada sei”, as experiências rotineiras oferecem conhecimentos que permitem entender a excitante complexidade da vida.

Tendo dito isso, você entenderá bem por que relacionamos a velhice à falta de curiosidade: parar de querer aprender significa privar a vida de seu significado. É importante manter a curiosidade viva, aquela que nos levou a ouvir uma conversa atrás de uma porta para descobrir a América além do oceano. Graças à curiosidade, os estudos em todos os campos do conhecimento fizeram enormes progressos.

Com escolhas sobre a moradia deveria ser assim e perguntas simples podem ajudar a refinar a curiosidade: o que faço hoje que deveria mudar? O que não faço hoje que poderia oferecer mais conforto e segurança? Quais equipamentos realmente são úteis e adequados? Que dispositivos poderiam ser agregados à residência para facilitar o cuidado? Como evitar quedas desnecessárias, apenas observando o que oferece risco? É muito importante que a curiosidade se mantenha para sermos modulares ao longo da vida e essa é a linha proposta neste trabalho. A moradia é abrigo do corpo e das emoções, o lugar da intimidade e do encontro com os entes queridos. Nela são estabelecidas relações intensas e marcantes, que podem ser modificadas positivamente pela simples compreensão de ser um lugar seguro, onde objetos e revestimentos são transformados para estimular os sentidos e desafiar a curiosidade. O prazer em estar constantemente em ambientes familiares, controlados e divertidos pode manter o espírito da criança, evitando velhices sem significado.

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